comprada

A Copa foi comprada (parte 2)

 

– Sim, agora que todos estão aqui, podemos começar a bem dita reunião (quis saber Maria Marin).

– Controle seu temperamento latino Marin, afinal você será o maior beneficiado após esta contenda – disse Blatter com uma piscadela de olho “enigmática” e continuou… A questão é delicada e requer muito cuidado ao escolher as palavras. Senhores nesta sala estão todos os últimos campeões ou participantes das ultimas copas e não é preciso ser advinhólogo, sem ofensas Nostradamus III, para saber que dificilmente ocorrerão mudanças neste panorama.

– Olha só, pelo que prevejo aqui, Bósnia, Costa Rica terão de ser incluídas nesta lista de negociações que o senhor pretende dar cabo hoje. (interrompeu o místico).

É, continuou visivelmente desconcertado Joseff, a idéia que tive é que como justiça aos títulos ganhos pelo Brasil nas copas que organizamos, ele é o país com maior quantidade de conquistas e o que mais ajudou a difundir o futebol pelo mundo, diante destas afirmações penso que temos que firmar um acordo de concordância pra vendermos a copa pra eles

– Además, la venta de una copa del mundo? Esto es absurdo!! (protestou Julio Humberto o presidente da federação argentina).

– Absurdo é ter um jogador pego em exame anti doping ou ganhar uma copa com um gol irregular e alegar que foi la mano de dios! (respondeu irritado Baltter).

copa

Surpreendentemente esta foi a única intervenção contrária as intenções de homenagem da Fifa direcionadas ao Brasil. Os representantes de Itália, Inglaterra e Alemanha acharam até uma inconveniência do argentino, que bobagem vender uma copa, outras virão. Foi o que de forma unânime refletiram as três potências futebolísticas.

– Como todos estão de acordo, aproveito para informar aos senhores que a Copa das Confederações também está no “pacote de congratulações”.

– Como o senhor pretende impedir que algo desta venda absurda não vaze para imprensa? (alfinetou o argentino).

– Temos nossos meios meu caro. Nós temos contatos espalhados pelo mundo, inclusive na federação de cada um de vocês aqui – Blatter puxou um controle do bolso e mostrou a todos – com este equipamento aqui poderei controlar todos vocês. Ao entrar nesta sala, sem que vocês percebessem, um microchip subcutâneo foi instalado em cada um aqui presente, de modo que, após esta reunião todas as vezes que os senhores quiserem falar algo sobre a copa perderão a consciência e/ou ficarão mudos.

– és um mentiroso! Esto no existe!

Blatter apertou o pequeno botãozinho onde lia-se “apagar memória” e o argentino ficou paralisado, como que em uma espécie de retardo mental. Calmamente, com um sorriso maquinal nos lábios, Blatter virou para os demais na mesa e perguntou:

– alguém mais acha que é um absurdo? – o silêncio só foi quebrado pelo brasileiro.

– Como faremos para convencer os jogadores?

– Hipnose coletiva, além de compra de alguns atletas específicos.

Nostradamus III interrompeu.

– O atleta Marcelo ira fazer o primeiro gol da copa, e será contra, mas vocês vencerão o jogo de estreia, por que será tudo uma encenação entre dois atletas croatas e ele, orquestrada pelo Cirque du Soleil.

Embora todas as medidas de segurança tenham sido tomadas, todo brasileiro sabe que a única maneira de ganharmos uma copa, dentro de casa, é barganhando um compra. Vai ver que instalaram chips subcutâneos em nós também.

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A copa comprada [A França conhece seu destino ]

Era uma manhã cinza em Zurique, o luxo da sala de reuniões onde se via facilmente uma mesa esculpida em mármore, denunciava a importância e luxo da organização onde ela estava localizada. Ela, a mesa, achava que seria a única espectadora da reunião que ocorreria daqui a alguns instantes. Sua soberba advinha do fato de que, no mundo do futebol, a expressão “virada de mesa” era mundialmente conhecida, isto sempre a deixou orgulhosa. O grande problema era que fugia do conhecimento dela que o “jeitinho brasileiro” iria estar presente naquela espécie de conclave futebolístico.

Eram trinta e duas federações e o presidente da Fifa, todos bem vestidos e com o peso enorme sobre as costas de representar seus países. Alguns deles eram velhos conhecidos e já tinham o traquejo, dominavam o modus operandi da coisa, por assim dizer. Estavam todos ali sim, mas por que motivo a reunião não começava?

O velhinho de cabeça exposta pela calvície que atendia pelo nome de Joseph Blatter, respondia neste momento esta questão:

Bom dia senhores, imagino que vocês devem ter abdicado de inúmeros compromissos para atender meu pedido de reunião com urgência. O que está em pauta é, como lhes foi avisado por telefone, o próximo mundial, que será disputado no Brasil e seu consequente campeão.

Maria Marim sorriu maquiavelicamente, ao ouvir o nome de sua confederação. Blatter continuou…

Ocorre que a decisão conjunta e uníssona que teremos de tomar aqui, pode reconfigurar o cenário mundial do futebol. Não começamos ainda por que ela merece que tenhamos um representante místico, com habilidades específicas, e este ainda não chegou por conta do trafego aéreo de Paris para cá.

De quem se trata, quis saber, Noël Le Graët, a identidade de seu compatriota.

Um dos descendentes direto de Michel de Nostredame (respondeu prontamente Blatter)

Putain louer Dieu. Um parente direto de Nostradamus?! Perguntarei a ele até onde iremos nesse mundial…

Temo em dizer meu senhor, mas as notícias não são nada boas para nossa equipe.

Disse um homem de barba branca, exalando sabedoria, e com uma tristeza comovente no olhar ao entrar a sala de reuniões.

a primeira coisa que tenho de lhe informar é que Riberry irá disputar o título de melhor do mundo, perderá para um português e não disputará a copa do mundo.

–  Merde!

Continua…