Camaçari

Meu peito aguarda o pleito

pmcO cenário político Camaçariense pela primeira vez, ao que tudo indica, apresenta uma grande gama de candidatos que desejam alçar vôo no intuito de ocupar o cargo maior do executivo local. Pela minha ótica ao menos quatro deles tem chances reais de se transformarem em prefeitos de nossa cidade. Respectivamente são: Caetano (PT), Tude (PMDB), Elinaldo (DEM) e “correndo por fora” Jailce (PCdoB). A lista, inclusive, acaba de crescer, visto que o secretário de turismo, Cupertino (PSD), renunciou ao cargo por conta de seu anseio de tornar-se também candidato.

A lista é extensa, talvez seja a maior dos últimos quatro pleitos. Não me recordo bem, confesso. Mas o que me chama atenção neste, especificamente, são as características presentes nos candidatos, seus discursos e projetos a priori, demonstrados em seus “indícios de plataformas políticas” não oficiais.

Caetano promete devolver a cidade aos trilhos do desenvolvimento, Tude apresenta-se como alguém com vasta experiência política que trará novamente a pujança de seus mandatos, no passado. Elinaldo apresenta-se como “a mudança”, um político que fala e é o povo ascendendo ao poder. Jailce apresenta-se como a primeira mulher a candidatar-se, com experiência da/na máquina e, até aqui, é de um partido que tem histórico de apoio ao governo petista, porém sem a pompa e picuinhas dos petistas.

Dos nomes postos, temos dois candidatos processados juridicamente, um septuagenário com vasto histórico de corrupção em nossa cidade e uma desconhecida. Inclusive, o “desconhecimento” por parte da população tem sido um argumento de demérito, utilizado pelo ex-prefeito Caetano e alguns de seus aliados para descrever a candidata. Bobagem do jogo político no mínimo desrespeitoso, mas faz parte.

 

Então…

 

O enorme desgaste pelo qual o PT passa a nível nacional, resultado da campanha escrota da imprensa, com clara intenção de impedir a continuidade do governo petista no planalto, o erros de direcionamento ideológico por parte do diretório nacional do partido, somado a baixa popularidade do prefeito Ademar em Camaçari, além da clara postura de personificação do poder em nossa cidade, ou por parte da oposição a repetida idéia de “mudança” sem um projeto novo que, de fato, possa seduzir o eleitor a apostar neste horizonte, traçam uma perspectiva de apreensão diante do que de fato queremos como postura de um próximo prefeito.

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A culpa é da Secult, será?

povo_culturaO momento político de um pleito eleitoral em Camaçari costuma produzir uma sequência de analises sobre os diversos âmbitos relacionados a nossa cidade. Dito isto, é bom relembrar que ninguém é obrigado a pensar segundo meus critérios de análise e parafraseando Voltaire “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las”.

As análises são, a meu ver, uma oportunidade clara de expor uma realidade que deve ser melhorada sempre, mas saber isto não significa dar demérito ao que já foi construído, nem classificar com o rótulo de incompetente aqueles que fazem as ações, só por conta destas estarem, segundo minha perspectiva, aquém do que julgo ser o melhor para minha cidade.

Um dos jargões da política partidária diz que ela, a política, não se faz com o coração, isto porque pode-se incorrer no erro de analisar como simples algo que é complexo, deixando de lado a intricada relação de ausência/participação dos diversos entes no tabuleiro do jogo político, que garante que as ações sejam norteadas pela ideia de política pública.

É vital que se dê a Cesar o que é de Cesar

O texto “edital e coisa e tal” de Caio Marcel, faz uma analise crítica/comparativa entre as ações e modus operandis da Secretaria de Cultura de Camaçari, gerenciada por Vital Vasconcelos, e a Secretaria do Governo do Estado da Paraiba, administrada a época por Chico Cesar. Nele, Caio fala como é ineficiente o trabalho da Secretaria municipal e culpabiliza exclusivamente os gestores do poder público.

A comparação apresenta duas estruturas de dimensões políticas totalmente diferentes, visto que uma é estadual e outra municipal. Embora concorde com a fórmula implementada por Chico Cesar e defendida por Caio como passível de ser repetida aqui, refere-se, segundo seu próprio texto, ao são joão paraibano, mas em nossa cidade, até onde sei, a contratação das bandas do camaforró são de responsabilidade da coordenação de eventos. Logo, o erro não é da secult.

vital

Vital Vasconselos Sec. de Cultura de Camaçari

Quanto ao conselho de Cultura, presidido pelo então secretário da mesma pasta, que no fim de seu mandato, a meu ver, deveria ter saído da cadeira por conta da salutar alternância de poder, continuou sendo o “dono da caneta”.  E o é pela ausência de um nome que se propusesse, a época, a tarefa de presidir o conselho. Lembro-me bem que havia uma espécie de “oníssono político” conclamando a continuidade de Vital Vasconselos. Aí meu nobre onde há espaço, alguém ocupa! Sobretudo na política.

Eu sei que minha lógica encerra a complexidade do tema, porém os erros da Secult apresentados no texto, são também o reflexo da pouca eficiência do embate político dos agentes culturais de nossa cidade. Grande parte da verba que a cultura é obrigada a repassar para a Cidade do Saber e Coordenação de eventos, é algo sabido desde o inicio do mandato petista, por que os artistas “viva cultura da cidade”, que “pagam os salários e a estrutura da Secretaria de Cultura da cidade” não combateram isto?  Se a questão tratada aqui é a incompetência é justo, ao menos, que ela seja dividida. Somente a pressão exercida por estes seria capaz de corrigir distorções como a lentidão na publicação execução da política de editais.

Se a Secult erra ao ocupar simultaneamente o conselho e o órgão executor da política cultural e erra ao repassar um montante orçamentário para a CDS e Coordenação de Eventos (mesmo obedecendo a hierarquia do poder público), erra no “excesso de paciência” frente a inércia da continuidade da política de editais, os cidadãos camaçarienses, sobretudo os artistas, formadores de opinião, erram ao não fazerem sua parte no que se refere a nortear as políticas culturais em Camaçari.

Um pleito em sub judice

ElinaldoNós estamos a poucos passos de uma nova eleição em nossa cidade, em todos os cantos explodem as teorias mais estapafúrdias para explicar quem sucederá o cargo do executivo municipal e suas respectivas razões para tal. Fazem esta analise sob a perspectiva, quase sempre, que costumo chamar de “novelística”; por conter o maniqueísmo que sempre busca encontrar o(s) mocinho(s) e malzinho(s) da história.

De um lado do pleito figura o pré-candidato do partido (DEM), Antonio Elinaldo (que responde a acusação de formação de quadrilha e sonegação de imposto). Do outro lado há uma indefinição entre os nomes de Luiz Caetano e o atual prefeito da cidade, Ademar Delgado. Note-se que o segundo, embora tenha a prerrogativa constitucional, goza de uma popularidade baixíssima junto à população. Caetano por sua vez segue processado em sub Judice o que, a exemplo do que ocorre com Elinaldo, poderá inviabilizar sua candidatura.

Caetano3Ocorre que, venha quem vier, o eleito a prefeitura da cidade terá um desafio supremo de reaproximar-se da população camaçariense. Tudo bem, não é nenhum absurdo conseguir isto, Afinal Parece haver em nossa cidade um anseio de que o representante do nosso executivo seja um “cara do povo”, carismático e que faça o mínimo (levando em consideração nossa arrecadação) nas áreas de segurança, transporte, saúde e um pouquinho de educação, sobretudo universitários, que são os que trazem mais votos.

O juizo final virá do povo

Esta lógica não foi inventada por mim, não concordo com ela, mas é o que percebo se repetir, como uma formula matemática e infalível de ascensão ao poder em nossa cidade. Este pleito nos apresenta (até aqui) os dois principais candidatos com a sombra de acusações judiciais. Tal realidade conduz a uma conclusão… Não há espaço para heróis na política citadina e seja lá quem for o eleito não fará nenhum milagre na administração e, portanto, precisamos ser vigilantes

Aos meus caros amigos

PT

As atuais mobilizações sociais que se espalharam pelo país e por tabela encontraram eco em Camaçari, me levam a crer que a “luz do fim túnel” outrora sustentada por uma vela de chama cambaleante, se demonstra ao menos uma tímida lanterna verde de esperança. O melhor de tudo isto é que ela foi acesa sob a perspectiva de uma tomada de consciência e tentativa de transformação social.

Acompanhei, na distância que julguei necessária, os atos do grupo de jovens que hoje vem ganhando inegavelmente espaço no cenário político de nossa cidade. Sei da sua existência desde o desfile de 28 de setembro em que estes empunhavam cartazes com dizeres como “o povo unido não precisa de partido”. Deixando de lado obviamente o absurdo conceitual e político desta afirmação, sempre julguei corretíssima a postura de expressar suas inquietações e esta é, sobretudo, como todo cidadão camaçariense deve se portar… Lutar e se expressar, ao seu modo, quando estiver diante de uma injustiça feita por quem quer que seja.

Hoje aqueles meninos de cartolina nas mãos conseguiram fazer senão a maior mobilização já vista em nossa cidade, a ÚNICA em tamanha proporção dos últimos dez anos. Tal verdade os transformou em um Bloco auto intitulado como “apartidário”, mas que é suprapartidário. Algo perfeitamente desejoso e correto sob meu ponto de vista, afinal a nossa constituição nos permite isto. Toda esta movimentação os gabaritou a colocar um “impositivo político” ao governo petista que teve que ceder e mostrar-se disposto ao diálogo. Obviamente isto só ocorreu de forma tão rápida por que o Pt tem suas raízes fincadas em movimentos como este e desprezá-los seria um erro.

A moeda deve ser o diálogo

            Estive na plenária de diálogo entre governo e o bloco. O que vi foi um movimento ainda “verde” cometendo erros pequenos, com um tesão genuíno na tentativa de solucionar os problemas citadinos, mas com pouca maleabilidade e traquejo político para traçar estratégias mais eficiente para atingir tal objetivo. Do outro lado havia o governo tentando orientar esta massa de jovens, mas com uma impaciência incrível e falta de traquejo político para torná-los aliados na tentativa de transformá-los em agentes catalisadores que tornariam mais fácil o que afirma o jingle que diz: “É Ademar pra fazer muito mais”.

            O resultado que adviu deste processo é danoso, sobretudo para os munícipes camaçarienses. Neste choque político-filosófico o governo (e quem deve puxar este tensionamento interno é o PT) precisa dialogar de forma mais profícua com o movimento apresentando os reais entraves de uma complexa estrutura burocrática como é o estado e estabelecendo prazos reais de aplicação de mudanças apresentadas pelos manifestantes. O bloco por sua vez, precisa entender em que momento da democracia participativa está vivenciando. Precisa definir estratégias de apresentação de suas propostas e reconhecer que os três poderes constituídos são os representantes Maximo das leis em nossa cidade. Isto na pratica significa dizer que pra que não paire dúvidas de que há alguém que busca enganá-los é preciso buscar conhecer sempre mais sobre as questões que norteiam nossas instituições públicas.

            Obviamente não saber tudo sobre o que se quer não os impede de continuar exigindo o que não se tem, ao menos não na qualidade que se espera. Do mesmo modo o governo não pode deixar de lado o motivo do grito do bloco sob o risco de que a oposição de nossa cidade assim o faça. Se os dois principais “entes” envolvidos nesta querela conseguirem tomar consciência do real tamanho que têm Camaçari irá ter um avanço ainda mais significativo no seu modo de tratar seu povo.

O pau que dou em Chico dou em Francisco

Há cerca de dez anos atrás eu dei os primeiros passos para a política partidária. Um curto tempo, é bem verdade, mas como diz o adágio “não importa o tempo, mas a intensidade  com a qual você o viveu”. Naquela época acreditava com o ardor juvenil que meus dezoito anos ofereciam-me que enquanto jovem poderia nortear as diretrizes políticas de minha cidade. “Tomar o poder decisório” era o que “queríamos”. Além disso, a alienação me conduzia a seguir, sem questionar com veemência, àqueles que aparentavam ser mais “experientes” e terem “boas idéias”.

Eu acreditava ser um ideólogo. O verbo no passado é por uma simples razão: a ideologia que possuo hoje, me permitiu enxergar que aquilo era somente a aplicação empírica de um subproduto de “massa de manobra”. Fazíamos mobilizações, passeatas, debatíamos alucinadamente e acreditávamos que seriamos os novos Chês, Fidels e coisas desse gênero. Não nos tornamos nada disto, é óbvio. Mas a participação política nos fez mais maduros, mas cônscios do que éramos e de quão nossas limitações potencialidades destoam daquilo atualmente.

Seu Chico, aqui não é o lugar de brincar!

Outro dia desses, navegando pelas ondas da internet deparei-me com uma marcação “feiçiboquiana” que falava sobre uma proposta “jovem” para a minha cidade. Como ainda faço parte deste segmento resolvi dar atenção. O “texto” apontava para a idéia de reviver o antigo Camafolia. Isto por si só faria cair por terra o argumento de “nova proposta”, tão comum aos candidatos “jovens” (embora quem “defende” esta bandeira neste caso não seja jovem coisíssima nenhuma. Afinal a ONU diz que a idade de 29 anos é o limite do “sê-lo” legalmente… Este não é o caso do “sensível” cidadão que se coloca como o possível “instrumento” do povo em sua campanha à vereador).

O principal argumento do “jovem” Francisco Xavier Dos Reis candidato a vereador pelo PTN e que responde pela alcunha de “Chico Tour”, é o de que tal evento ajuda a trazer mais divisas para os comerciantes, diversifica a economia e aquece o turismo. Não sou um especialista em economia, mas sei que tais afirmações devem, para ser acrescida de credibilidade, vir acompanhadas de dados científicos que comprovem tal sinalização. Do contrário aquele que ouve pode pensar, por exemplo, que por conta de Chico ser proprietário de 83% das ações de uma empresa de turismo (que acidentalmente tem o mesmo nome de sua candidatura) é de fato o seu maior incentivo. Lógico, esta é somente uma suposição.

E por fim…

Quando o questionei (sempre de forma respeitosa mesmo ele sendo de uma linha ideológica diferente da minha), sobre o motivo pelo qual eu deveria confiar em suas palavras de preocupação e sensibilidade, ao invés da ausência ou ineficiência das ações opositoras do seu partido, frente às ações do governo nestes últimos oito anos, ele me ignorou e logo em seguida me bloqueou em sua página do Facebook. Sem deixar de antes proferir as singelas palavras que sintetizam sua “visão democrática” e sinaliza como tratará seus possíveis eleitores.

Ele disse:

“Você continuará sem resposta Emerson por que você é do governo e não está interessado em nos ajudar, mas você pode participar de nossas reuniões abertas”.

Naquele momento pude perceber qual a visão “diferenciada da administração” que o candidato Chico Tour possui de nossa cidade.

Não me seduz por que o senhor, com esta postura demonstrou ser, acima de qualquer coisa, um homem despreparado para ocupar o cargo que deseja e pouco ou nenhum conhecimento da representatividade que este ocupa. Caso o senhor não saiba quando se é candidato isto é extensivo a todo cidadão camaçariense.

Não me interessa a postura velha senhor Francisco. Não me apetece por que é exatamente a postura que lutei contra ela durante toda minha adolescência. Motivo pelo qual diversas vezes fui perseguido e sofri tentativas de pisoteamento de cavalos ou tomada de socos só por que estava cantando o hino nacional. O senhor talvez nem saiba o que é isto, se soubesse não agiria deste modo.

Ps: Não tente apagar este texto, a exemplo do que fez com minhas respostas em seu post. E lhe digo mais… Fique a vontade para comentar se assim desejar. E veja o senhor, que não sou candidato!.

Ação política no Face a Facebook

 

Todos que respiram o ar semi-poluído de nossa cidade, estão sentindo o odor fétido da política mesquinha que paira já há alguns meses e fatalmente contaminará uma ou outra mente preguiçosa e/ou desinformada. O principal reduto escolhido pelos apreciadores de dejetos verbais (faladores de merda) é a internet, que nos oferece as graciosas redes sociais como instrumento de liberdade de expressão.

 

Quero deixar bem claro que sou a favor dela [a liberdade], mas esta só pode ser vista como algo propositivo e transformador, quando aliada a responsabilidade de embasar-se em algo sólido, o que na imprensa é chamado de “fato” e segundo o adágio: “Contra fatos não existe argumentos” certo? Não é bem assim, até por que estamos no campo das humanas e vez ou outra nos deparamos com teses “de boléia de caminhão” (espero que nenhuma associação da classe me processe por isto).

 

O termo democracia quer dizer, como é sabido, poder da/para maioria. Mas grande parte daqueles que o utilizam se esquece de acrescentar um pequeno detalhe… “O DEVER cívico do cidadão de entender a si mesmo como um instrumento responsável e garantidor dos mecanismos democráticos” Trocando em miúdos isso ficaria reduzido a apenas uma pergunta: O que você faz, de forma participativa, para tornar vitorioso o regime democrático?

 

Camaçari e a ladainha digital

 

Diante da responsabilidade individual e cívica da democracia, grande parte dos que utilizam os mecanismos “facebookianos” encontraram ali uma forma de serem pseudo-combativos contra aquilo que julgam estar errado. Os que integram a oposição são, para mim, os mais preocupantes e desesperadamente longe de entender o papel que deveriam assumir no regime democrático. Seus posts contem uma lógica guiada pelo teleologismo maniqueísta, encarando aqueles que estão “no poder” como uma espécie de demônio que sugará a alma dos indivíduos que se opuserem a ele. Isto, embora não admitam, é a forma mais preguiçosa e vil de encarar a vida política.

 

A acusação que vejo sendo feita com maior freqüência, é que o governo petista cometeu equívocos ao longo deste quase oito anos e que a população vem sofrendo com barbáries durante todo este período. Verbalizam avisos que beiram a infantilidade, tipo: “Nós estamos de olho prefeito” ou “a mamata vai acabar”. Senhores me perdoem a dureza de minhas palavras, mas nem em grêmios estudantis se usa esta linha infantil de argumentação, onde de um lado há o mau (poderoso e injusto) e do outro o salvador da pátria (nobre e injustiçado). Não existem coitados nem inocentes no jogo político.

 

Se o compromisso da oposição em nossa cidade fosse com os munícipes camaçarienses, essa combatividade diária nas redes sociais seria vista no mínimo semanalmente nas ruas, com denuncias ao “governo autoritário” que “manda e desmanda” em Camaçari. O seu compromisso senhores é e sempre foi com o poder, e com este discurso tênue e vazio, REPETIDO A DÉCADAS, julgam que conseguirão manipular a população? Faço aqui uma proposta (já que o estado é burocrático e não se pauta por opiniões razas).

 

Apresentem ao povo camaçariense provas irrefutáveis das ações combativas feitas por vocês ao longo destes últimos oito anos e quem sabe até este escriba petista que vos escreve possa, quem sabe, cogitar a possibilidade de me sensibilizar com esta pífia linha de raciocínio.

A vida depois da política

 Hoje, numa dessas coisas inexplicáveis da vida, fui acometido por uma onda de “nostalgismo analítico”. Mas, que diaxo significa isso? (A proximidade do fim de mais um ano e a pseudo-renovação da fé na humanidade, mesmo que durante o ano não tenhamos feito nada de prático objetivando alcançá-lo, me fez sentir isto). O termo significa romantizar o passado lembrando-se que a realidade sempre o contradiz. Minha analise debruçou-se sobre algo comum e invisível em nossa cidade… Os famosos tentáculos da “política mesquinha” que ainda insiste em nos rodear.

 

O grande empecilho que se ouvia dentro dos movimentos sociais, que supostamente representavam a juventude em minha época, (lá nos idos de mil novecentos e noventa e nove) era de que nós, enquanto movimento social “organizado”, que achávamos que éramos, seriamos capazes de transformar a realidade de nossa cidade se houvesse dinheiro suficiente em nossas mãos e o aplicássemos corretamente, nas diversas mobilizações que nossa criatividade seria capaz de desenvolver.

 

Os anos se passaram e o resquício de ativos “transformadores do real” que víamos perambulando pelos colégios e esquinas alheias, foram transformados em senhores responsáveis, “doutores honoris causa” da articulação político-social em nosso município. Um palavrório tão extenso quanto raso em modificação do que havia sido proposto. Digo isso não como uma crítica que visa deturpar a imagem de “camaradas” e “companheiros” que ainda passeiam pela cidade, só que dessa vez portando algum tipo de veículo motorizado. Não há erro algum em tirar benefícios da política, desde que, a meu ver, a população sinta através do trabalho desenvolvido por você mudanças significativamente positivas.

 

Algumas regras básicas

 

É in(não)crível como os mecanismo se repetem ao longo dos anos neste pequeno pedaço de terra chamado Camaçari. Em um intervalo de quatro anos as “coisas” funcionam mais ou menos assim para um jovem ativista político-partidário em nosso município:

Contente-se com o que tem, afinal você lutou, carregou bandeiras, fez ecoar gritos de ordem quase ancestrais e isso não foi em vão né?

Quando estiver estabilizado financeiramente ou politicamente, esqueça TODO o poder revolucionário da juventude e alie-se a aqueles que vão defender o “seu”.

Aprenda, ser cínico vai salvar sua vida várias vezes.

Entenda de uma vez por todas que só pode haver confraternização entre dois segmentos de juventude partidárias diferentes, se houver uma deliberação vinda de instancias hierarquicamente superiores a você.

Não escreva textos, não critique externamente as ações de governo, não analise a realidade social de seu município, tentando potencializar o que é bom no estado camaçariense e extirpar aquilo que é nocivo. Quem faz isso é a oposição, você tem de comer o seu “quietinho” e dizer: sim senhor.

Sabe aqueles ideais revolucionários que você gastou horas pra ler, em calhamaços de livros, na ânsia de tornar-se um no Chê, Fidel ou Mahatma? Esqueça, aquilo foi perda de tempo! Você não precisa de cérebro pra fazer política, basta apenas braços, voz e pernas para repetir os dizeres da “nova revolução” da qual agora você faz parte.

 

Uma pequena ressalva

 

Sempre existirão aqueles bravos integrantes que por uma razão ou outra se mantém inseridos nesta inércia de TODA juventude de seguir o que lhe disseram (contrariando a sua lógica histórica e transformadora) e ainda não foram sujos com esta lama ideológica repetida há anos. Estes seres místicos são uma raridade e dificilmente você conseguirá identificá-los. Isto acontece, na política, por que o mau sempre se traveste de bonzinho e repete o “discurso revolucionário”. Como assim Emerson Leandro silva, você pode embasar sua análise de forma maniqueísta? Respondo dizendo:

 

A política mudou e quando isto acontece os conceitos também são revistos. Mau e bem são os únicos lados que a descrevem em nosso município atualmente.

Coisas de Crente


Hoje, 3/7, um sábado por tanto, depois de um baba jogado com uma participação até certo modo pífia por minha parte, teve como fim felizmente um empate. Dos males o menor. Como forma de me punir pela discreta atuação resolvi vir caminhando do campo até em casa, refletindo sobre as coisas da vida e travando diálogos silenciosos com meus filosóficos botões.

Na altura do Centro Comercial de Camaçari ouvi de longe algumas vozes exaltadas que discorriam sobre o modus operandi do governo Caetano. A ironia deste incidente é que ontem recebi um e-mail com um texto do colunista do Camaçari Acontece, Caio Crente, trazendo como título “e se não existisse oposição”. Logicamente que as vozes exaltadas eram contrárias as atuações da administração do executivo. E o texto do nobre companheiro segue uma linha muito mais coesa do que a explanação dos pseudo-revolucionários e suas “lideranças perseguidas pelo governo”

Antes que pareça que este texto uma defesa do governo, quero deixar bem claro que apesar de participar e ter lutado para que este se concretizasse, não tiro a razão de nenhum dos dois caminhos traçados, seja por Caio, seja pelos participantes do comício. Na verdade considero que elas são, de fato, importantíssimas para a consolidação dos princípios democráticos em nossa cidade.

O que me incomoda é que “aqueles que não participaram deste projeto mentiroso que ai está” só se mostrem contrários as atuações da administração petista em um momento no qual a cidade já respira o próximo pleito eleitoral.

Há uma anedota contada até mesmo pelo próprio prefeito dizendo que, em um evento de uma localidade do município, uma senhora no meio do povo o indagou dizendo abertamente que, ele era um sacana e etc. Um opositor que ouvia o sermão proferido a Caetano concordou no ato com a senhora. A velha virou-se pra o opositor e disse: “Êpa, cale a boca seu pelego que eu posso falar dele, você não!”

Logicamente não sigo a risca a anedota. Afinal, “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”. Mas que não duvido das boas intenções presentes no artigo de Caio isso é um fato! Portanto, ouçamos os dois, mas confiemos nas intenções revolucionárias do menino capoeirista.

Ps: quero deixar bem claro que depois dessa propaganda a cerca do seu texto, Caio Crente. Vossa senhoria fica obrigada a me pagar, no mínimo um engradado de cerveja. J

Moral: O pseudo-estudo do caso Camaçari

Em Camaçari só existe uma coisa que se equipare com a parcimônia, (pra não dizer lerdeza) na participação política da maioria de seus munícipes. Logicamente não me refiro aqui àqueles que de algum modo não exercem, por que não tem tempo suficiente para isto, este saudável flerte. Minha atenção é para aqueles que se julgam avessos a ela, e que tão sabiamente foi alertado por Bertold Brecht em seu famoso poema “O analfabeto político”.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.( Bertolt Brecht).

 

A democracia garante que quase todos os pensamentos e comportamentos sejam aceitos. Até a escolha absurda, a meu ver, de não se interar sobre as decisões tomadas por aqueles que detêm o poder, e que certamente afetarão diretamente a sua vida. Dito isto é bom que seja dito que, para que se goze de tal direito é preciso que se exerçam alguns deveres, dentre os quais saliento os valores que nos torna civilizados. Coisas absurdas como parar no semáforo vermelho, respeitar a faixa de pedestre, etc.

Outro dia desses vi um dos agentes de trânsito sendo coagido por um cidadão-infrator, a não aplicar (acredito eu) uma multa. Tudo por que o nobre cidadão em questão era, ou dizia ser, parente de um político de nossa cidade. Sorri ironicamente ao ver a cena, e constatei que todo meu esforço de açodar 05h00min da manhã para pegar o transporte universitário, tinha sido posto em xeque por aquele “ato inocente” e comum do “ditucujo”. Felizmente ele “sambou” e não pode gozar de seu “privilégio político”.

Este incidente me atentou pra uma coisa… Será que o comportamento do infrator é a regra ou a exceção em nossa cidade? O que sei é que atitudes “despretensiosas” como estas são legitimadas pela ausência de interesse, daqueles que “não estão nem ai” para os acontecimentos políticos de nossa cidade. Para eles é possível estabelecer em termos de dever cívico-moral, um grau do quão algo é mais ou menos errado. Certamente a infração de estacionar em vagas de deficientes, receberia uma pena mais branda do que um “obituário-online” de quinta categoria, que comumente divulga “fatos” nascidos da imaginação de um demente qualquer.

Assim como não existem “quase” ladrão não existe “meio” ético. (pensar assim é ser ilógico) Aqueles que cometem atos contrários a lógica do bem comum, devem assumir as conseqüências. Digo mais, aqueles que sabem de que algo ou alguém, em qualquer grau, está infringindo uma lei e pondo em risco a integridade de nosso sistema político, deve tomar as medidas cabíveis para que isto deixe de acontecer. Talvez seja taxado de radical por levantar tal hipótese… Eu aceito o rótulo desde que a intenção seja me nomear, segundo a essência do significado a palavra… Ir na raiz.