O estado de cada coisa

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Desde que o Partido dos Trabalhadores perdeu, mais uma vez, a possibilidade de governar a prefeitura municipal de Salvador eu ouço conjecturas catastróficas à cerca do seu futuro e da “visível” perda de força na sua relação de proximidade com as classes menos abastadas. Estas afirmações conduzem sempre a uma lógica sintetizada na frase. – Acabou pai, agora o PT vai perder a eleição pra o estado da Bahia! É, isso pode ocorrer, mas além de precoce essa afirmação é perigosa e fadada ao erro em minha opinião.

O PT sofreu sim uma derrota e tentar minimizar o impacto desta é acreditar que todos que foram contrários ao partido nas urnas são tolos. Mas estar cônscio disto não significa ter de concordar por tabela, que a perda do estado é algo iminente. Longe disso! Salvador é a capital e tem uma importância enorme, mas se o que se põe em debate é a eleição que ocorrerá daqui a um ano e alguns meses, é preciso entender que a disputa abrange 417 municípios e a “Roma negra” é só mais um deles.

O inicio do governo de Neto tem se mostrado como eu esperava de um cuidado e apreço com a população soteropolitana que beira o comovente. Não me cabe julgar se este “amor” é verdadeiro ou não, apenas desconfio baseado no histórico de sua legenda que as razões para instaurar uma imagem democrática e participativa, seja em virtude do momento “delicado” que o DEM passa em nosso país e não por uma mudança ideológica que visa privilegiar àqueles que o próprio pleito que elegeu ACM, mostrou-se contrário a sua campanha.

Para a população o que importa é o bem-estar que o funcionalismo público lhe proporciona, na sua maioria os cidadãos não estão “nem ai” se o prefeito é baixo, se é do Pv, Pt, Ptc ou qualquer outra sopa de letrinha… Isto é coisa “pra militante” e ciência disto deve engrossar ainda mais o caldo de preocupações para o Partido dos trabalhadores. Caso não leve em consideração estes sinais, pode incorrer no mesmo erro que o governo Wagner cometeu, ou seja, permitir a transferência do ônus de um administração para campanha. Só que neste caso Neto é que emprestará sua imagem de “bom moço” para o candidato de sua legenda, isto se ele próprio não vir a ser o candidato. (acho mais difícil, mas sei lá né, “cabeça de político é quem nem bunda de neném”).

Estado: Em movimento

A corrida para as eleições pode parece que começou agora, mas é ledo engano pensar desta maneira. Desde que Gabrielle deixou a Petrobras para assumir o cargo de Secretário de Planejamento no governo Wagner, que as engrenagens políticas já haviam sido movimentadas e demonstravam quem era o preferido do governo para a sucessão. Mas a política é uma ciência que não se dobra tão facilmente as teorias e bastou Luis Carlos Caetano ser eleito de forma unânime para a UPB (União das Prefeituras da Bahia) fazer seu sucessor em Camaçari e emplacar outra na UPB que seu nome foi considerado “natural” para a disputa o cargo.

Há ainda o Secretário da Casa Civil Ruy Costa que entrou pela janela e acredito que “não vai dar em nada”, já Pinheiro tendo uma cadeira cativa no senado pode ser um nome forte, mas creio não vir. Tudo depende da negociação afinal pesa contra ele uma derrota obtida no pleito a prefeitura de Salvador. Lídice (PSB) “correndo por” fora, lançou seu nome a disputa o que acredito ser só “fogo de palha” para pressionar o governo e a meu ver dificilmente tocará até o fim sua candidatura.

Em suma as apresentações destes nomes são para testar quem tem maior reverberação política e, por conseguinte se mostrará um “bom negócio” diante do pleito. Para a população e pra o próprio PT julgo que o nome a ser “batido o martelo” deva oferecer um ganho político considerável e capacidade de retirar a “sombra do desgaste” que assola o governo petista, que já tem a mídia baiana contra seus intentos o que diminui a possibilidade de erro do partido.

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C_omo A_migos. É assim que deveria ser

ImagemQuando entrei na UNEB um dos muitos conselhos que ouvi foi o de que eu deveria me afastar dessas “coisas de política”. Não deu certo, óbvio! Sou um amante desta ciência desde que percebi que não era possível viver tranquilamente sem saber para onde estavam me levando ou como isso funcionava. O ano era 2008 e havia passado nas duas faculdades públicas do estado e cursado quase todo um semestre na UFBA. Soube já no finalzinho que tinha sido aprovado na UNEB também, e vim fazer minha matrícula. Agora eu era um estudante de nível superior, oh que lindo!

Basicamente no semestre que cheguei, participamos de congressos políticos, deliberamos ações pertinentes ao curso a nível nacional, mediei um GD (Grupo de Discussão) e depois de tudo isso, somado a “bagagem política” que tínhamos anteriormente a faculdade, resolvemos montar uma chapa para concorrer ao centro acadêmico (Cacos). Lembro-me que a reação de nossos “opositores” foi a de se sentirem traídos imediatamente, visto que tínhamos sido “encaminhados à politica estudantil” por eles, obvio eles estavam enganados. Nós fizemos uma escolha consciente de sairmos como chapa, ganhamos e incomodamos…

Criamos um instrumento de comunicação e aproximação do/com os estudantes, mas por conta de picuinhas politiqueiras a sua eficiência foi abalada (segue o link do blog contextualizando a época: leiam o texto Quanto vale um calouro? http://calourosrpuneb.blogspot.com.br/search?updated-max=2009-06-11T14:49:00-03:00&max-results=5&start=55&by-date=false). Ela (A “picuinha”) destruiu algo com imensa possiblidade de dar certo, temo que isso possa estar ocorrendo novamente…

A atual gestão

 

Acompanhei de perto a intenção dos calouros (todos são pra mim né 🙂 ) em querer reavivar concomitantemente tanto o C.A quanto a Empresa Junior do curso (ela existe pra quem não sabia é melhor reaviva-la também, por conta dos “accs” #ficaadica) cedi cópia do regimento interno de ambas as instituições aos respectivos interessados. Achei particularmente “do caralho” o interesse pela política ou tentativa de profissionalizar o curso por parte dos meninos. Sempre que pude os orientei, mas me mantive distante o bastante pra que fosse possível que autonomia da galerinha fosse mantida… Acho que isso ocorreu.

A maturidade da atual gestão é resultado de bordoadas e encontros calorosos com a querida burocracia institucional da UNEB. Em verdade vos digo queridos irmãos, ser representante de um quadro de estudantes que não participam, não sabem e não querem saber sobre as decisões tomadas em seu curso, que os afetarão diretamente é algo complicadíssimo de se lidar. É óbvio que me refiro não a todos, mas a uma grande maioria que se comporta deste modo.

Minha opinião diante disto é muito clara e disse abertamente aos “dois lados” o centro acadêmico tem como responsabilidade propor ações que busquem agregar os estudantes do curso, uni-los mesmo. Isto é fácil? Não. Foi feito esta tentativa? Sim, e este esforço tem de ser reconhecido por todos os estudantes.

Os demais estudantes devem exigir aos representantes do curso que estas atividades do/no curso sejam executadas de forma mais corriqueira. Cabe a eles também o entendimento de que os representantes legais (integrantes do c.a) fazem parte de um órgão que pertence a TODOS e se por alguma razão alguém age ou pensa de forma diferente, este alguém deve ser trazido à realidade. Cabe também o auxílio aos integrantes do centro acadêmico, por que embora não pareça nenhum integrante é remunerado para exercer tais atividades.

Trocando em miúdos

A construção de uma, duas, quinze chapas é algo válido e até desejável por mim. Mostra, a priori, que há um latente crescimento do interesse dos estudantes do curso pelos caminhos que este está trilhando. Mas, para mim, não é possível que diante de discordâncias a melhor atitude seja rivalizar construindo uma armada para aqueles que estão frente a um órgão representativo. Democracia tem muito mais haver com a construção coletiva do que com o enfrentamento como primeira opção. Inclusive futuros profissionais de Relações Públicas… O gerenciamento de conflitos é uma das principais habilidades dos R.R.P.P veremos se ambos os lados a possuem…

COMO MATAR SEU PROFESSOR (Parte I)

ImageAgenor Nogueira (tem um nome horrível, sabe e concorda em silêncio com todos coleguinhas que o molestaram na infância por isto.) é um daqueles estudantes que não imagina como chegou a uma instituição pública como esta. Sabe, na verdade imagina, que estar ali é muito bom, mas não sabe explicar o por quê (não sei é junto ou separado). Sua incerteza não é por conta de um retardo mental ou ignorância das instituições. Nada tem haver com isso; ele não explica por que seu “lado filósofo” não consegue compreender o motivo pelo qual as pessoas querem antever o que lhe acontecerá na vida.

Quando atina para este breve pensamento está passando em frente à portaria do campus I da Universidade do Estado da Bahia, conhecida popularmente por sua sigla, o que facilita muito e retira o certo peso arrogante e institucional da universidade, chamam-na de UNEB e pronto. Ele dá “boa tarde” a dupla de vigilantes que estão sempre apostos em uma postura que julgam transmitir profissionalismo. Como de praxe, eles nada respondem. Está atrasado, olha para sua direita e enxerga a minúscula Biblioteca Central. Atravessa a estreita pista de mão dupla certificando-se de fazê-lo pela faixa de pedestres. Aperta a passada, tem a sensação de está ainda mais atrasado.

ImageNa verdade esta é uma daquelas disciplinas que não vai somar nada para a existência do ser humano, mas que por uma piada maléfica do destino, ele terá de passar pela provação, como numa espécie de trabalhos de Hércúles (o acento é proposital). O grande problema, de fato para ele, não é a comparação entre o conto mitológico e a disciplina. Mas sim a injustiça dos deuses de tê-lo feito passar por aquela provação pela terceira vez. Na soma ele contabiliza, desprezando a matemática, que trabalhou muito mais do que o semi-deus.

Atravessa a alameda ladeada por mangueiras, observa a quadra poliesportiva a sua esquerda e imagina como seria bacana ter uma quadra que fosse de verdade “poli” e não somente no nome. Mas adiante outro cruzamento e após atravessá-lo depara-se com o departamento de engenharia, vence o pequeno lance de escadas e percorre estradinha que serpenteia até o glorioso departamento de Ciências Humanas. O mais engraçado é que nenhuma das ciências ali ensinadas está nesta área. “tem coisas que só ocorrem na Uneb” – diz em voz alta.

Que tipo de ser mefistofélico inventa uma disciplina com o título de Sociologia da Comunicação? Por que razão infernal foi-se juntar duas coisas que nem Cristo sabe como funciona? Agenor não sabe responder… Mas há cerca de duas semanas vinha pensando em uma forma “mutcho” elaborada de extirpar este Carma de sua existência. Mataria a professora responsável por ministrar a disciplina e tudo estaria resolvido…

CONTINUA…

O pau que dou em Chico dou em Francisco

Há cerca de dez anos atrás eu dei os primeiros passos para a política partidária. Um curto tempo, é bem verdade, mas como diz o adágio “não importa o tempo, mas a intensidade  com a qual você o viveu”. Naquela época acreditava com o ardor juvenil que meus dezoito anos ofereciam-me que enquanto jovem poderia nortear as diretrizes políticas de minha cidade. “Tomar o poder decisório” era o que “queríamos”. Além disso, a alienação me conduzia a seguir, sem questionar com veemência, àqueles que aparentavam ser mais “experientes” e terem “boas idéias”.

Eu acreditava ser um ideólogo. O verbo no passado é por uma simples razão: a ideologia que possuo hoje, me permitiu enxergar que aquilo era somente a aplicação empírica de um subproduto de “massa de manobra”. Fazíamos mobilizações, passeatas, debatíamos alucinadamente e acreditávamos que seriamos os novos Chês, Fidels e coisas desse gênero. Não nos tornamos nada disto, é óbvio. Mas a participação política nos fez mais maduros, mas cônscios do que éramos e de quão nossas limitações potencialidades destoam daquilo atualmente.

Seu Chico, aqui não é o lugar de brincar!

Outro dia desses, navegando pelas ondas da internet deparei-me com uma marcação “feiçiboquiana” que falava sobre uma proposta “jovem” para a minha cidade. Como ainda faço parte deste segmento resolvi dar atenção. O “texto” apontava para a idéia de reviver o antigo Camafolia. Isto por si só faria cair por terra o argumento de “nova proposta”, tão comum aos candidatos “jovens” (embora quem “defende” esta bandeira neste caso não seja jovem coisíssima nenhuma. Afinal a ONU diz que a idade de 29 anos é o limite do “sê-lo” legalmente… Este não é o caso do “sensível” cidadão que se coloca como o possível “instrumento” do povo em sua campanha à vereador).

O principal argumento do “jovem” Francisco Xavier Dos Reis candidato a vereador pelo PTN e que responde pela alcunha de “Chico Tour”, é o de que tal evento ajuda a trazer mais divisas para os comerciantes, diversifica a economia e aquece o turismo. Não sou um especialista em economia, mas sei que tais afirmações devem, para ser acrescida de credibilidade, vir acompanhadas de dados científicos que comprovem tal sinalização. Do contrário aquele que ouve pode pensar, por exemplo, que por conta de Chico ser proprietário de 83% das ações de uma empresa de turismo (que acidentalmente tem o mesmo nome de sua candidatura) é de fato o seu maior incentivo. Lógico, esta é somente uma suposição.

E por fim…

Quando o questionei (sempre de forma respeitosa mesmo ele sendo de uma linha ideológica diferente da minha), sobre o motivo pelo qual eu deveria confiar em suas palavras de preocupação e sensibilidade, ao invés da ausência ou ineficiência das ações opositoras do seu partido, frente às ações do governo nestes últimos oito anos, ele me ignorou e logo em seguida me bloqueou em sua página do Facebook. Sem deixar de antes proferir as singelas palavras que sintetizam sua “visão democrática” e sinaliza como tratará seus possíveis eleitores.

Ele disse:

“Você continuará sem resposta Emerson por que você é do governo e não está interessado em nos ajudar, mas você pode participar de nossas reuniões abertas”.

Naquele momento pude perceber qual a visão “diferenciada da administração” que o candidato Chico Tour possui de nossa cidade.

Não me seduz por que o senhor, com esta postura demonstrou ser, acima de qualquer coisa, um homem despreparado para ocupar o cargo que deseja e pouco ou nenhum conhecimento da representatividade que este ocupa. Caso o senhor não saiba quando se é candidato isto é extensivo a todo cidadão camaçariense.

Não me interessa a postura velha senhor Francisco. Não me apetece por que é exatamente a postura que lutei contra ela durante toda minha adolescência. Motivo pelo qual diversas vezes fui perseguido e sofri tentativas de pisoteamento de cavalos ou tomada de socos só por que estava cantando o hino nacional. O senhor talvez nem saiba o que é isto, se soubesse não agiria deste modo.

Ps: Não tente apagar este texto, a exemplo do que fez com minhas respostas em seu post. E lhe digo mais… Fique a vontade para comentar se assim desejar. E veja o senhor, que não sou candidato!.

Primeira de muitas… Assim espero!

Assim que saiu a tabela do brasileirão da serie B tive uma sensação ao menos incomoda ao saber que enfrearíamos nosso adversário, logo na estréia, longe de casa e distante de nossa apaixonada/desconfiada torcida. Embora nosso adversário que teve um mês para preparar seu time, com diversas contratações, não me causou nenhum tipo de medo.

 

Desde o ano passado que digo que a única coisa que me assusta em um campeonato como é o brasileirão é a “traiçoeiridade” dês competição e a burrice de nossa diretoria (já já eu me aprofundo neste pormenor). Foi bom termos jogado mau o primeiro tempo, errando passes fáceis e na volta do vestiário termos corrigido isto. Digo isto por que ter consciência de que somos um time “feijão com arroz” nos  faz mentalmente superiores se buscarmos derrotar o maior inimigo que temos desde o ano passado… Nós mesmos.

 

O Vitória entrou com uma escalação até certo ponto ofensiva Tartá pela esquerda, comendo a bola, Ken armando e desarmando, na frente o artilheiro do Brasil seguido de Marquinhos. O retorno de Ueliton de fato transforma o nosso time em uma equipe competitiva. Esqueceram de dizer isto ao Barueri, por que em certos momentos da partida sofremos uma pequena pressão.

O interino e nossa diretoria

 

Ate aos trinta e alguma coisa do segundo estava roendo as unhas e esbravejando com nosso interino Ricardo Silva e a postura de “o empate fora é bom”. Tocavamos a bola de lado e chamávamos o adversário pra nossa defesa (que ainda não me passa segurança), sofremos um gol anulado e em mais um de seus momentos de lucidez Ricardo mexe no time. Tira Pedro Ken e coloca Rildo, dois minutos depois este mesmo jogador sofre o pênalti e Neto baiano Marca o seu primeiro no campeonato.

 

Em entrevista (http://www.futebolbahiano.com/2012/05/vitoria-com-dinheiro-e-sem-titulos.html) veiculada na Metrópole desta última sexta feira, Adalton do anjos confirma o que já suspeitava desde o ano passado. Nosso time consegue em certa medida ser uma equipe competitiva, mas não tem uma direção de futebol que possa ser considerada como estrategicamente vencedora. Um exemplo claro disto é o acordo firmada entre este senhor que atende pela alcunha de Carpegiani e nosso time. Treinar duas equipes ao mesmo tempo? Sei que é possível, afinal Luxemburgo já fez isso, mas a mim não agrada.

 

Ps: Parabens a Ricardo Silva que teve a sorte de mexer na hora certa e  sair da Arena Barueri com três pontos importantessimos. Esperemos agora o Coritiba. Espero que o placar se repita, ai seria lindo!

Nada de mais

O jogo de ontem contra o Itabuna foi, para mim, a confirmação de que não estamos preparados para encarar de forma competitiva o campeonato brasileiro da serie b, alcançando assim o lugar digno de onde nunca deveríamos ter saído. Apesar dos sites e programas anunciarem que vencemos sem dificuldade e com os desfalques existentes na equipe, nos superamos e/ou tiramos um peso das costas, não vejo desta forma. Vencemos de forma pífia uma equipe que estará na serie c do campeonato regional do ano que vem e ganhamos sob a égide do apito amigo.

Encarar a declaração de Toninho Cerezo como coerente é no mínimo um sintoma de debilidade mental. Ele disse que “jogamos bem e a equipe adversária valorizou a nossa vitória”. – opinou. Talvez ele, da sua área técnica, tenha assistido outro adversário. Mas alguem tem de informá-lo que este time é o mesmo que acumula ao longo do campeonato um soldo de derrotas, sendo que a última para o inimigo, foi uma goleada homérica. A campanha do Itabuna é um opróbrio (tô falando difícil “comuquê” hoje), são doze derrotas, duas vitórias e cinco empates. Era uma uma OBRI-GA-ÇÃO vencê-los, e isto não é nada dignificante senhor Cerezo. Abra olho!

Até hoje, depois de dezenove rodas passadas eu só vi o Vitória entrar em campo, de forma digna, uma vez. Bem verdade que foi contra o time mais autista da década e vencemos o clássico. Mas isto é pouco, perdemos jogos bobos por que nos enxergávamos de uma forma que não éramos, e não somos ainda! Não somos uma equipe bem postada, nem temos um departamento médico capaz de recuperar jogadores a tempo. Esta realidade pode ser aceitável para o baiano, mas no brasileirão nos levará a derrocada.

Deus queira, PARA NOSSA ALEGRIA, que Neto Baiano tenha gasto toda sua má pontaria neste campeonato e comece acertar o pé nesta reta final. Tomara que ele guarde bagagem para todo campeonato brasileiro também. O jogo terminou contra o Itabuna terminou com um placar favorável a dois gols a nosso favor e reforçou a pá de cal em cima do já rebaixado dragão do sul. Mas o que Neto baiano fez ou melhor, não fez, só pode ser piada

O clássico se aproxima

 

O Jahia é o favorito. Tem melhor campanha, melhor ataque, time mais bem postado que o nosso e ao meu ver um técnico com características mais firmes que o nosso. Nós temos o artilheiro do ano no país, um departamento médico contra nós, um técnico que preza os resultados paulatinos (postura correta para um campeonato longo, como o brasileirão e não o baianinho), Uma zaga sólida e vantagem esse ano nos confrontos diretos. O Jahia, volto a dizer, é teoricamente o favorito. Mas nem sempre a teoria traduz a realidade.

#VamopracimaNêgo!

Ação política no Face a Facebook

 

Todos que respiram o ar semi-poluído de nossa cidade, estão sentindo o odor fétido da política mesquinha que paira já há alguns meses e fatalmente contaminará uma ou outra mente preguiçosa e/ou desinformada. O principal reduto escolhido pelos apreciadores de dejetos verbais (faladores de merda) é a internet, que nos oferece as graciosas redes sociais como instrumento de liberdade de expressão.

 

Quero deixar bem claro que sou a favor dela [a liberdade], mas esta só pode ser vista como algo propositivo e transformador, quando aliada a responsabilidade de embasar-se em algo sólido, o que na imprensa é chamado de “fato” e segundo o adágio: “Contra fatos não existe argumentos” certo? Não é bem assim, até por que estamos no campo das humanas e vez ou outra nos deparamos com teses “de boléia de caminhão” (espero que nenhuma associação da classe me processe por isto).

 

O termo democracia quer dizer, como é sabido, poder da/para maioria. Mas grande parte daqueles que o utilizam se esquece de acrescentar um pequeno detalhe… “O DEVER cívico do cidadão de entender a si mesmo como um instrumento responsável e garantidor dos mecanismos democráticos” Trocando em miúdos isso ficaria reduzido a apenas uma pergunta: O que você faz, de forma participativa, para tornar vitorioso o regime democrático?

 

Camaçari e a ladainha digital

 

Diante da responsabilidade individual e cívica da democracia, grande parte dos que utilizam os mecanismos “facebookianos” encontraram ali uma forma de serem pseudo-combativos contra aquilo que julgam estar errado. Os que integram a oposição são, para mim, os mais preocupantes e desesperadamente longe de entender o papel que deveriam assumir no regime democrático. Seus posts contem uma lógica guiada pelo teleologismo maniqueísta, encarando aqueles que estão “no poder” como uma espécie de demônio que sugará a alma dos indivíduos que se opuserem a ele. Isto, embora não admitam, é a forma mais preguiçosa e vil de encarar a vida política.

 

A acusação que vejo sendo feita com maior freqüência, é que o governo petista cometeu equívocos ao longo deste quase oito anos e que a população vem sofrendo com barbáries durante todo este período. Verbalizam avisos que beiram a infantilidade, tipo: “Nós estamos de olho prefeito” ou “a mamata vai acabar”. Senhores me perdoem a dureza de minhas palavras, mas nem em grêmios estudantis se usa esta linha infantil de argumentação, onde de um lado há o mau (poderoso e injusto) e do outro o salvador da pátria (nobre e injustiçado). Não existem coitados nem inocentes no jogo político.

 

Se o compromisso da oposição em nossa cidade fosse com os munícipes camaçarienses, essa combatividade diária nas redes sociais seria vista no mínimo semanalmente nas ruas, com denuncias ao “governo autoritário” que “manda e desmanda” em Camaçari. O seu compromisso senhores é e sempre foi com o poder, e com este discurso tênue e vazio, REPETIDO A DÉCADAS, julgam que conseguirão manipular a população? Faço aqui uma proposta (já que o estado é burocrático e não se pauta por opiniões razas).

 

Apresentem ao povo camaçariense provas irrefutáveis das ações combativas feitas por vocês ao longo destes últimos oito anos e quem sabe até este escriba petista que vos escreve possa, quem sabe, cogitar a possibilidade de me sensibilizar com esta pífia linha de raciocínio.

Força democrática a gente se liga em você!

No que se refere às opções de entretenimento, informaçãoe produção de conhecimento encontradas na TV aberta pública, sempre fui um dos críticos ferrenhos. No que tange, de modo geral, a qualidade dos programas, já passei pela fase do teleologismo onde escolhia apenas uma emissora como a única culpada, símbolo de todo o mal televisivo no Brasil. Graças a Deus e as referências que venho lendo ao longo desses anos, descobri que ela (a emissora) era somente uma parte do sistema de comunicação em nosso país, diga-se de passagem, horrível sob o ponto de vista educativo.

No último domingo a tarde, levei um susto quando liguei a televisão na globo e assisti o programa “Esquenta!”, apresentado por Regina Casé. Em “A imprensa do serviço e a imprensa do negócio” levando em consideração que estou certo em minha taxionomia a cerca da imprensa, o fato do supracitado programa, trazer uma considerável quantidade de negros e pobres em situações que, são totalmente diferentes daquelas de subserviência, me permiti fazer dois questionamentos: Será que a globo está “enegrecendo” e “empobrecendo” as imagens se aproximando da diversidade de nosso país? Ou será que o aumento do poder de compra das classes B, C e D a impuseram a rever o modo de sua programação?

Poder de compra igual a poder de escolha

Desde que conheci a luta de Abdias Nascimento e sua forma de encarar as questões de raça em nosso país, julgo que se enviesar pelas entranhas do estado e fazer com que este reconheça-nos enquanto cidadãos, que foram historicamente descriminados é a tática mais eficiente. Um prova disso é a criação do princípio das cotas nas universidades pública, luta esta que no Brasil tem como principal ícone a Universidade do Estado da Bahia, na figura da professora Ivete Sacramento.

Participei de diversas querelas acerca de que tal atitude estatal era um equivoco, por que atestava que nós negros éramos incapazes ou que o correto era investir na educação pré-escolar etc. Dentro do próprio movimento negro houve posturas semelhantes, mas independente disso a pressão dos movimentos de esquerda aliado a uma série de conjunturas políticas, transformou o sonho de cursar uma faculdade para o povo pobre e negro uma realidade.

A conjuntura era tão positiva para a sociedade que o pleito eleitoral de 2008 galgou ao cargo mais importante da nação, um nordestino, ex-torneiro mecânico e petista. A seqüência da história provou que “nunca na historia desse país” um governo foi mais bem aceito. Mas o que isso tem haver com a Globo e o movimento negro? Mesmo aqueles que discordavam das ações afirmativas tiveram que dobrar-se á força do nosso sistema democrático.

A vida depois da política

 Hoje, numa dessas coisas inexplicáveis da vida, fui acometido por uma onda de “nostalgismo analítico”. Mas, que diaxo significa isso? (A proximidade do fim de mais um ano e a pseudo-renovação da fé na humanidade, mesmo que durante o ano não tenhamos feito nada de prático objetivando alcançá-lo, me fez sentir isto). O termo significa romantizar o passado lembrando-se que a realidade sempre o contradiz. Minha analise debruçou-se sobre algo comum e invisível em nossa cidade… Os famosos tentáculos da “política mesquinha” que ainda insiste em nos rodear.

 

O grande empecilho que se ouvia dentro dos movimentos sociais, que supostamente representavam a juventude em minha época, (lá nos idos de mil novecentos e noventa e nove) era de que nós, enquanto movimento social “organizado”, que achávamos que éramos, seriamos capazes de transformar a realidade de nossa cidade se houvesse dinheiro suficiente em nossas mãos e o aplicássemos corretamente, nas diversas mobilizações que nossa criatividade seria capaz de desenvolver.

 

Os anos se passaram e o resquício de ativos “transformadores do real” que víamos perambulando pelos colégios e esquinas alheias, foram transformados em senhores responsáveis, “doutores honoris causa” da articulação político-social em nosso município. Um palavrório tão extenso quanto raso em modificação do que havia sido proposto. Digo isso não como uma crítica que visa deturpar a imagem de “camaradas” e “companheiros” que ainda passeiam pela cidade, só que dessa vez portando algum tipo de veículo motorizado. Não há erro algum em tirar benefícios da política, desde que, a meu ver, a população sinta através do trabalho desenvolvido por você mudanças significativamente positivas.

 

Algumas regras básicas

 

É in(não)crível como os mecanismo se repetem ao longo dos anos neste pequeno pedaço de terra chamado Camaçari. Em um intervalo de quatro anos as “coisas” funcionam mais ou menos assim para um jovem ativista político-partidário em nosso município:

Contente-se com o que tem, afinal você lutou, carregou bandeiras, fez ecoar gritos de ordem quase ancestrais e isso não foi em vão né?

Quando estiver estabilizado financeiramente ou politicamente, esqueça TODO o poder revolucionário da juventude e alie-se a aqueles que vão defender o “seu”.

Aprenda, ser cínico vai salvar sua vida várias vezes.

Entenda de uma vez por todas que só pode haver confraternização entre dois segmentos de juventude partidárias diferentes, se houver uma deliberação vinda de instancias hierarquicamente superiores a você.

Não escreva textos, não critique externamente as ações de governo, não analise a realidade social de seu município, tentando potencializar o que é bom no estado camaçariense e extirpar aquilo que é nocivo. Quem faz isso é a oposição, você tem de comer o seu “quietinho” e dizer: sim senhor.

Sabe aqueles ideais revolucionários que você gastou horas pra ler, em calhamaços de livros, na ânsia de tornar-se um no Chê, Fidel ou Mahatma? Esqueça, aquilo foi perda de tempo! Você não precisa de cérebro pra fazer política, basta apenas braços, voz e pernas para repetir os dizeres da “nova revolução” da qual agora você faz parte.

 

Uma pequena ressalva

 

Sempre existirão aqueles bravos integrantes que por uma razão ou outra se mantém inseridos nesta inércia de TODA juventude de seguir o que lhe disseram (contrariando a sua lógica histórica e transformadora) e ainda não foram sujos com esta lama ideológica repetida há anos. Estes seres místicos são uma raridade e dificilmente você conseguirá identificá-los. Isto acontece, na política, por que o mau sempre se traveste de bonzinho e repete o “discurso revolucionário”. Como assim Emerson Leandro silva, você pode embasar sua análise de forma maniqueísta? Respondo dizendo:

 

A política mudou e quando isto acontece os conceitos também são revistos. Mau e bem são os únicos lados que a descrevem em nosso município atualmente.

Na escola de samba, vimos uma aula de futebol

Sexta feira, meio dia, eu sentado assistindo a resenha esportiva. Eis que a mesma emissora de locutores que diziam o quanto éramos um time indolente, sem garra, faz uma homenagem ao Esporte Clube Vitória, exibindo um vídeo promocional que terminava com os dizeres “bote fé que o leão vai subir”.Não há novidade : a imprensa é um negócio e é interessante para a tv Bahia apoiar-nos nesse momento. Mas fica aqui um aviso às “aves de rapina”… Nós da TIPO entendemos este joguinho e sempre torcemos, enquanto veículo, para que as equipes baianas estivessem no melhor patamar do futebol brasileiro.

O jogo contra o Salgueiro foi um desfile onde nossas alas funcionaram perfeitamente bem. O chefe de bateria Gilberto, conduziu perfeitamente a equipe a uma vitoria previsível, mas não menos importante. A dupla de mestres-sala, Marquinhos e Fábio Santos, também ajudou a compor o enredo vencedor, para o sambódromo do Barradão lotado cantar num uníssono… “Vamo subir nêgooo”

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto…

No finalzinho do jogo perdemos Marquinhos com uma lesão na coxa e Jean (numa falta idiota e infantil). O que pra nós significa uma perda considerável, já que o atacante foi responsável nos últimos três jogos, por quatro gols a nosso favor. Mas estas ausências só ganham proporções épicas, por conta da situação decisiva em que nos encontramos e pela displicência do senhor Alex Portela que, não fez chegar a toca do leão outro atacante de igual competência.

Antes que seja ensaiada mais uma eleição do “bode expiatório” da vez, o que ocorreu com nosso atacante foi muito mais acaso do que uma culpa a mais, na bagagem de nosso técnico. O único motivo de não ouvirmos um discurso neste sentido foi nossa expressiva vitória diante do Salgueiro.

O jogo contra o Americana é fora de casa e define nosso futuro na competição. Se ganharmos enfrentaremos Criciúma, são Caetano e Asa, cônscios de nossa participação na elite do campeonato brasileiro. No empate de ontem entre americana e Ponte preta somados a vitoria do Náutico, garantiu provisoriamente nossa estadia no g4. Como sempre afirmei aqui: A tabela nos favorece. Se teremos dois desfalques, o Americana terá três.

Ps: Que coisa hein?! O pior é que a misera da sorte… Mas usarei aqui as palavras de um autista tricolor: “vamos ver até onde a sorte acompanha”. Por enquanto nada mudou.