Época: Entre a liberdade e a libertinagem

 

dilma-331Não é preciso ir tão longe para perceber que o oceano da comunicação já nos ofereceu espécimes muito mais interessantes do que os fétidos e insalubres alimentos que são vomitados atualmente, por grande parte da imprensa brasileira.

Seguindo a analogia, cada cidadão se vê imerso neste vasto oceano e alguns, depois de muito esforço, alcançam ilhotas onde realmente, consegue-se extrair algo de nobre e informativo. Grande parte destas pequenas porções de terra cercada de dejetos por todos os lados são vistas na internet.

O pragmatismo político sexta-feira, (21) demonstrou ser uma delas. Não somente por conta de sua linha denunciativa e crítica, por seus textos coesos e instigantes, não também pela sua forte presença nas redes sociais, o que demonstra o dinamismo do jornalismo lá praticado. Eles colheram de um subproduto da não-Veja um torpe exemplo de como não se deve fazer comunicação. Com isto trouxe a baila um dos papéis do jornalismo… Instigar a reflexão e contribuir para a formação da consciência coletiva.

babaca

João Luiz Vieira

O artigo de João Luiz Vieira, intitulado “Dilma e o sexo”, que covardemente foi retirado do ar depois da má repercussão, é um notório exemplar do quão ignóbil e ultrajante pode ser o jornalismo preguiçoso. Pior, neste caso, ele vem revestido de uma camada de pseudo-intelectualidade e cultura rasa ao citar Nietzsche e Oscar Wilde. Muito além da concordância ideológico-partidária é preciso entender e RESPEITAR o cargo que Dilma Rousseff ocupa, o modo como ela chegou e quem a elegeu (sobretudo as mulheres), isto é ser democrático.

A ação é depreciativa, machista e repugnante. Quando li o texto na integra me perguntei se não há nenhum mecanismo que possa punir uma afronta tão direta como esta a um chefe de estado? Do mesmo modo que produzir e/ou colar um adesivo onde a presidenta aparece em uma posição que insinua obscenidade no carro, pode passar ileso ? Até onde o direito a liberdade de expressão será confundida com o direito a libertinagem sem conseqüências?

O meu maior temor é que estes exemplos sejam uma clara demonstração de um vil posicionamento egoísta e anti-democrático. E se acaso algum representante buscar algum tipo de antídoto legal para este seboso vírus que é a ignorância política, possivelmente será rechaçado e nomeado “amante da censura”. A pergunta que não quer calar é:A liberdade de expressão é falar o que quer, como e onde se quer, sem arcar com as conseqüências?

Você pode encontrar o lixo-preconceituoso escrito por João Luiz Vieira aqui

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