Meu peito aguarda o pleito

pmcO cenário político Camaçariense pela primeira vez, ao que tudo indica, apresenta uma grande gama de candidatos que desejam alçar vôo no intuito de ocupar o cargo maior do executivo local. Pela minha ótica ao menos quatro deles tem chances reais de se transformarem em prefeitos de nossa cidade. Respectivamente são: Caetano (PT), Tude (PMDB), Elinaldo (DEM) e “correndo por fora” Jailce (PCdoB). A lista, inclusive, acaba de crescer, visto que o secretário de turismo, Cupertino (PSD), renunciou ao cargo por conta de seu anseio de tornar-se também candidato.

A lista é extensa, talvez seja a maior dos últimos quatro pleitos. Não me recordo bem, confesso. Mas o que me chama atenção neste, especificamente, são as características presentes nos candidatos, seus discursos e projetos a priori, demonstrados em seus “indícios de plataformas políticas” não oficiais.

Caetano promete devolver a cidade aos trilhos do desenvolvimento, Tude apresenta-se como alguém com vasta experiência política que trará novamente a pujança de seus mandatos, no passado. Elinaldo apresenta-se como “a mudança”, um político que fala e é o povo ascendendo ao poder. Jailce apresenta-se como a primeira mulher a candidatar-se, com experiência da/na máquina e, até aqui, é de um partido que tem histórico de apoio ao governo petista, porém sem a pompa e picuinhas dos petistas.

Dos nomes postos, temos dois candidatos processados juridicamente, um septuagenário com vasto histórico de corrupção em nossa cidade e uma desconhecida. Inclusive, o “desconhecimento” por parte da população tem sido um argumento de demérito, utilizado pelo ex-prefeito Caetano e alguns de seus aliados para descrever a candidata. Bobagem do jogo político no mínimo desrespeitoso, mas faz parte.

 

Então…

 

O enorme desgaste pelo qual o PT passa a nível nacional, resultado da campanha escrota da imprensa, com clara intenção de impedir a continuidade do governo petista no planalto, o erros de direcionamento ideológico por parte do diretório nacional do partido, somado a baixa popularidade do prefeito Ademar em Camaçari, além da clara postura de personificação do poder em nossa cidade, ou por parte da oposição a repetida idéia de “mudança” sem um projeto novo que, de fato, possa seduzir o eleitor a apostar neste horizonte, traçam uma perspectiva de apreensão diante do que de fato queremos como postura de um próximo prefeito.

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A culpa é da Secult, será?

povo_culturaO momento político de um pleito eleitoral em Camaçari costuma produzir uma sequência de analises sobre os diversos âmbitos relacionados a nossa cidade. Dito isto, é bom relembrar que ninguém é obrigado a pensar segundo meus critérios de análise e parafraseando Voltaire “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las”.

As análises são, a meu ver, uma oportunidade clara de expor uma realidade que deve ser melhorada sempre, mas saber isto não significa dar demérito ao que já foi construído, nem classificar com o rótulo de incompetente aqueles que fazem as ações, só por conta destas estarem, segundo minha perspectiva, aquém do que julgo ser o melhor para minha cidade.

Um dos jargões da política partidária diz que ela, a política, não se faz com o coração, isto porque pode-se incorrer no erro de analisar como simples algo que é complexo, deixando de lado a intricada relação de ausência/participação dos diversos entes no tabuleiro do jogo político, que garante que as ações sejam norteadas pela ideia de política pública.

É vital que se dê a Cesar o que é de Cesar

O texto “edital e coisa e tal” de Caio Marcel, faz uma analise crítica/comparativa entre as ações e modus operandis da Secretaria de Cultura de Camaçari, gerenciada por Vital Vasconcelos, e a Secretaria do Governo do Estado da Paraiba, administrada a época por Chico Cesar. Nele, Caio fala como é ineficiente o trabalho da Secretaria municipal e culpabiliza exclusivamente os gestores do poder público.

A comparação apresenta duas estruturas de dimensões políticas totalmente diferentes, visto que uma é estadual e outra municipal. Embora concorde com a fórmula implementada por Chico Cesar e defendida por Caio como passível de ser repetida aqui, refere-se, segundo seu próprio texto, ao são joão paraibano, mas em nossa cidade, até onde sei, a contratação das bandas do camaforró são de responsabilidade da coordenação de eventos. Logo, o erro não é da secult.

vital

Vital Vasconselos Sec. de Cultura de Camaçari

Quanto ao conselho de Cultura, presidido pelo então secretário da mesma pasta, que no fim de seu mandato, a meu ver, deveria ter saído da cadeira por conta da salutar alternância de poder, continuou sendo o “dono da caneta”.  E o é pela ausência de um nome que se propusesse, a época, a tarefa de presidir o conselho. Lembro-me bem que havia uma espécie de “oníssono político” conclamando a continuidade de Vital Vasconselos. Aí meu nobre onde há espaço, alguém ocupa! Sobretudo na política.

Eu sei que minha lógica encerra a complexidade do tema, porém os erros da Secult apresentados no texto, são também o reflexo da pouca eficiência do embate político dos agentes culturais de nossa cidade. Grande parte da verba que a cultura é obrigada a repassar para a Cidade do Saber e Coordenação de eventos, é algo sabido desde o inicio do mandato petista, por que os artistas “viva cultura da cidade”, que “pagam os salários e a estrutura da Secretaria de Cultura da cidade” não combateram isto?  Se a questão tratada aqui é a incompetência é justo, ao menos, que ela seja dividida. Somente a pressão exercida por estes seria capaz de corrigir distorções como a lentidão na publicação execução da política de editais.

Se a Secult erra ao ocupar simultaneamente o conselho e o órgão executor da política cultural e erra ao repassar um montante orçamentário para a CDS e Coordenação de Eventos (mesmo obedecendo a hierarquia do poder público), erra no “excesso de paciência” frente a inércia da continuidade da política de editais, os cidadãos camaçarienses, sobretudo os artistas, formadores de opinião, erram ao não fazerem sua parte no que se refere a nortear as políticas culturais em Camaçari.

Um pleito em sub judice

ElinaldoNós estamos a poucos passos de uma nova eleição em nossa cidade, em todos os cantos explodem as teorias mais estapafúrdias para explicar quem sucederá o cargo do executivo municipal e suas respectivas razões para tal. Fazem esta analise sob a perspectiva, quase sempre, que costumo chamar de “novelística”; por conter o maniqueísmo que sempre busca encontrar o(s) mocinho(s) e malzinho(s) da história.

De um lado do pleito figura o pré-candidato do partido (DEM), Antonio Elinaldo (que responde a acusação de formação de quadrilha e sonegação de imposto). Do outro lado há uma indefinição entre os nomes de Luiz Caetano e o atual prefeito da cidade, Ademar Delgado. Note-se que o segundo, embora tenha a prerrogativa constitucional, goza de uma popularidade baixíssima junto à população. Caetano por sua vez segue processado em sub Judice o que, a exemplo do que ocorre com Elinaldo, poderá inviabilizar sua candidatura.

Caetano3Ocorre que, venha quem vier, o eleito a prefeitura da cidade terá um desafio supremo de reaproximar-se da população camaçariense. Tudo bem, não é nenhum absurdo conseguir isto, Afinal Parece haver em nossa cidade um anseio de que o representante do nosso executivo seja um “cara do povo”, carismático e que faça o mínimo (levando em consideração nossa arrecadação) nas áreas de segurança, transporte, saúde e um pouquinho de educação, sobretudo universitários, que são os que trazem mais votos.

O juizo final virá do povo

Esta lógica não foi inventada por mim, não concordo com ela, mas é o que percebo se repetir, como uma formula matemática e infalível de ascensão ao poder em nossa cidade. Este pleito nos apresenta (até aqui) os dois principais candidatos com a sombra de acusações judiciais. Tal realidade conduz a uma conclusão… Não há espaço para heróis na política citadina e seja lá quem for o eleito não fará nenhum milagre na administração e, portanto, precisamos ser vigilantes

Época: Entre a liberdade e a libertinagem

 

dilma-331Não é preciso ir tão longe para perceber que o oceano da comunicação já nos ofereceu espécimes muito mais interessantes do que os fétidos e insalubres alimentos que são vomitados atualmente, por grande parte da imprensa brasileira.

Seguindo a analogia, cada cidadão se vê imerso neste vasto oceano e alguns, depois de muito esforço, alcançam ilhotas onde realmente, consegue-se extrair algo de nobre e informativo. Grande parte destas pequenas porções de terra cercada de dejetos por todos os lados são vistas na internet.

O pragmatismo político sexta-feira, (21) demonstrou ser uma delas. Não somente por conta de sua linha denunciativa e crítica, por seus textos coesos e instigantes, não também pela sua forte presença nas redes sociais, o que demonstra o dinamismo do jornalismo lá praticado. Eles colheram de um subproduto da não-Veja um torpe exemplo de como não se deve fazer comunicação. Com isto trouxe a baila um dos papéis do jornalismo… Instigar a reflexão e contribuir para a formação da consciência coletiva.

babaca

João Luiz Vieira

O artigo de João Luiz Vieira, intitulado “Dilma e o sexo”, que covardemente foi retirado do ar depois da má repercussão, é um notório exemplar do quão ignóbil e ultrajante pode ser o jornalismo preguiçoso. Pior, neste caso, ele vem revestido de uma camada de pseudo-intelectualidade e cultura rasa ao citar Nietzsche e Oscar Wilde. Muito além da concordância ideológico-partidária é preciso entender e RESPEITAR o cargo que Dilma Rousseff ocupa, o modo como ela chegou e quem a elegeu (sobretudo as mulheres), isto é ser democrático.

A ação é depreciativa, machista e repugnante. Quando li o texto na integra me perguntei se não há nenhum mecanismo que possa punir uma afronta tão direta como esta a um chefe de estado? Do mesmo modo que produzir e/ou colar um adesivo onde a presidenta aparece em uma posição que insinua obscenidade no carro, pode passar ileso ? Até onde o direito a liberdade de expressão será confundida com o direito a libertinagem sem conseqüências?

O meu maior temor é que estes exemplos sejam uma clara demonstração de um vil posicionamento egoísta e anti-democrático. E se acaso algum representante buscar algum tipo de antídoto legal para este seboso vírus que é a ignorância política, possivelmente será rechaçado e nomeado “amante da censura”. A pergunta que não quer calar é:A liberdade de expressão é falar o que quer, como e onde se quer, sem arcar com as conseqüências?

Você pode encontrar o lixo-preconceituoso escrito por João Luiz Vieira aqui

Viu as manifestações? Não, tenho tv a cabo!

Brasília-15-03-2015 DF Foto Lula Marques/ fotos Publicas. Protestos em Brasília na esplanada dos ministerios contra o governo Dilma.

Brasília-15-03-2015 DF Foto Lula Marques/ fotos Publicas. Protestos em Brasília na esplanada dos ministerios contra o governo Dilma.

No último domingo (16), vários cidadãos brasileiros, preocupados com o destino do país, amantes da família tradicional brasileira, militantes de direita, militares, golpistas e etc, foram às ruas. Acredito que todos têm o direito de defender o que julga ser correto, acho que podem tentar argumentar para que os outros o sigam em seus ideais, sendo eles meros devaneios ou não. Afinal a constituição garante o livre direito a expressão, embora isto não signifique que não há conseqüências para estes atos.

A afirmação que segue intitulando o texto é meio esnobe, porém, reflete uma realidade vivida pela grande maioria dos brasileiros, presentes no percentual dos que renovaram o mandato petista, por mais quatro anos. Esta fatia ganhou na última década o direito a endividar-se, embora não seja uma dádiva, é uma imensa “mão na roda” para quem não dispunha de meios financeiros que garantissem seu lazer no fim de semana.

Esta fatia não necessariamente é petista, nem miserável ou preguiçosa. Eles têm noção das transformações sociais ocorridas neste país e sabem a importância da construção da republica e manutenção dos direitos democráticos. Eles, quietos em suas casas, sem nenhuma palavra de ódio/ordem contra ninguém, estão exercendo a mais pura cidadania. Eles podem não saber disto, mas são cidadãos brasileiros conscientes.

Brasil, o país das maravilhas

Tentaram rotular aqueles que não foram as ruas com inúmeros subtítulos que fatalmente recaiam sobre uma verdade absolutista e universal “é um PTralha”. É como se na democracia só coubesse dois lados, digno de uma analise maniqueísta feita por quem sabe muito pouco sobre política e entende tudo de novela mexicana.  Eu cansei de ver pessoas apontando o dedo e dizendo coisas do tipo “um cara tão inteligente, defendendo essa corja” é como se no instante em que resolvi definir quem apoiar, em quem votar e o que fazer de meu marasmo “dominguistico” eu me transformasse magicamente em um asno.

O país não é, não está, e nem nunca foi o país das maravilhas, mas há de se ter certa calma na analise do cotidiano sócio-político de nosso país. Se desprezássemos a complexidade que envolve a relação entre os três poderes de nossa república, as falcatruas, ilações precipitadas, devaneios e chantagens; Se fizéssemos somente uma conta simples, seria notório que a culpa da cambaleante economia do Brasil, não é responsabilidade de uma única pessoa. A culpa de Dilma e do PT foi ter aceitado o jogo do PMDB em detrimento da continuidade no poder, (mas isto dá outro texto).

É preciso entender que impeachment, como Ciro Gomes sabiamente afirmou, não é para governantes do qual discordamos (esta discordância se mostra através do voto), e sim para aqueles que cometeram crime de responsabilidade. A ida as ruas é um direito cívico, é uma pena que um instrumento tão poderoso de demonstração de inquietude, tenha sido movido pela distorção de informações e a ignorância dos tramites judiciais de nosso país, além, é claro, da “pitadinha” de ódio e maniqueísmo preguiçoso.

E você, gosta de Buceta?*

 

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Em 2013 (eu acho, por que não quis pesquisar sobre algo tão importante para humanidade), quando foi lançada essa pérola da música baiana, eu me questionei acerca da imbecilidade masculina e aceitação por parte de um número considerável de mulheres, (desconsiderando O QUE EU acho excesso na prática feminista, mas isso dá outro texto rsrs), que se omitem atrás da faixada do powerpussy. Hoje, um vizinho ungido e lavado no sangue de Cristo, compartilhou comigo e o restante do bairro, as notas deste belo poema baiano e ajudou a me reconduzir a esta reflexão.

 

A “canção” fala de um cara que buscando, certamente, sua auto-afirmação de macho-alfa-hetero-normativo (putz, pareceu Jean Willis agora rsrs), insinua que gosta mesmo é de pepeca, vagina, a boa e “velha” buceta. Pois bem, nada contra ao gosto dos autores, mas não consigo concordar com a essência da frase…

A meu ver quem gosta de buceta, é aquele mesmo cara que ao olhar uma mulher passar com um mini short pela rua, vai além da admiração das belas curvas de uma linda bunda rebolante, ele acredita, e já vi e ouvi isto várias vezes, que a dona da bunda está provocando, não como uma espécie de “dança do acasalamento” modernizada. Ele bota fé mesmo que se for estuprada a putinha em questão mereceu e quis. Por traz da afirmação pelo gosto do sexo da mulher, está embutido a “objetização” da mulher, como um ser, o todo e é com isto que não concordo.

Quem gosta de buceta, enxerga que a mulher foi feita para servir ao seu pênis, ele imagina que tem entre suas pernas um instrumento mágico, capaz de hipnotizar qualquer fêmea que ele queira. Geralmente são homens que, em primeiro lugar, se preocupam com seu próprio prazer e em segundo, com seu próprio prazer, só então é que pensam em “tapiar” a mulher com quem transa. Geralmente eles as chamam em seus “clubinhos do Bolinha” de: “vítima”, “quentinha”, “putinha”, “lanche” e coisas do tipo.

Meninas continuem a trepar, transar, fazer amor, inclusive com esses babacas, se assim desejarem, mas não aceitem serem tratadas como um pedaço de carne. Exijam uma trepada gostosa, ensinem como ou riam destes pobres animais, mas “nunca finjam orgasmo… deixem o cara saber que trepa mal”. Afinal não há nada mais justo do que numa relação (rapidinha ou não), onde os dois sintam ou busquem o prazer mútuo.

 

* A música em questão é “Avatariano” da banda Gasparzinho regravada pela banda Black Style.

 

A Copa foi comprada (parte 2)

 

– Sim, agora que todos estão aqui, podemos começar a bem dita reunião (quis saber Maria Marin).

– Controle seu temperamento latino Marin, afinal você será o maior beneficiado após esta contenda – disse Blatter com uma piscadela de olho “enigmática” e continuou… A questão é delicada e requer muito cuidado ao escolher as palavras. Senhores nesta sala estão todos os últimos campeões ou participantes das ultimas copas e não é preciso ser advinhólogo, sem ofensas Nostradamus III, para saber que dificilmente ocorrerão mudanças neste panorama.

– Olha só, pelo que prevejo aqui, Bósnia, Costa Rica terão de ser incluídas nesta lista de negociações que o senhor pretende dar cabo hoje. (interrompeu o místico).

É, continuou visivelmente desconcertado Joseff, a idéia que tive é que como justiça aos títulos ganhos pelo Brasil nas copas que organizamos, ele é o país com maior quantidade de conquistas e o que mais ajudou a difundir o futebol pelo mundo, diante destas afirmações penso que temos que firmar um acordo de concordância pra vendermos a copa pra eles

– Además, la venta de una copa del mundo? Esto es absurdo!! (protestou Julio Humberto o presidente da federação argentina).

– Absurdo é ter um jogador pego em exame anti doping ou ganhar uma copa com um gol irregular e alegar que foi la mano de dios! (respondeu irritado Baltter).

copa

Surpreendentemente esta foi a única intervenção contrária as intenções de homenagem da Fifa direcionadas ao Brasil. Os representantes de Itália, Inglaterra e Alemanha acharam até uma inconveniência do argentino, que bobagem vender uma copa, outras virão. Foi o que de forma unânime refletiram as três potências futebolísticas.

– Como todos estão de acordo, aproveito para informar aos senhores que a Copa das Confederações também está no “pacote de congratulações”.

– Como o senhor pretende impedir que algo desta venda absurda não vaze para imprensa? (alfinetou o argentino).

– Temos nossos meios meu caro. Nós temos contatos espalhados pelo mundo, inclusive na federação de cada um de vocês aqui – Blatter puxou um controle do bolso e mostrou a todos – com este equipamento aqui poderei controlar todos vocês. Ao entrar nesta sala, sem que vocês percebessem, um microchip subcutâneo foi instalado em cada um aqui presente, de modo que, após esta reunião todas as vezes que os senhores quiserem falar algo sobre a copa perderão a consciência e/ou ficarão mudos.

– és um mentiroso! Esto no existe!

Blatter apertou o pequeno botãozinho onde lia-se “apagar memória” e o argentino ficou paralisado, como que em uma espécie de retardo mental. Calmamente, com um sorriso maquinal nos lábios, Blatter virou para os demais na mesa e perguntou:

– alguém mais acha que é um absurdo? – o silêncio só foi quebrado pelo brasileiro.

– Como faremos para convencer os jogadores?

– Hipnose coletiva, além de compra de alguns atletas específicos.

Nostradamus III interrompeu.

– O atleta Marcelo ira fazer o primeiro gol da copa, e será contra, mas vocês vencerão o jogo de estreia, por que será tudo uma encenação entre dois atletas croatas e ele, orquestrada pelo Cirque du Soleil.

Embora todas as medidas de segurança tenham sido tomadas, todo brasileiro sabe que a única maneira de ganharmos uma copa, dentro de casa, é barganhando um compra. Vai ver que instalaram chips subcutâneos em nós também.

A copa comprada [A França conhece seu destino ]

Era uma manhã cinza em Zurique, o luxo da sala de reuniões onde se via facilmente uma mesa esculpida em mármore, denunciava a importância e luxo da organização onde ela estava localizada. Ela, a mesa, achava que seria a única espectadora da reunião que ocorreria daqui a alguns instantes. Sua soberba advinha do fato de que, no mundo do futebol, a expressão “virada de mesa” era mundialmente conhecida, isto sempre a deixou orgulhosa. O grande problema era que fugia do conhecimento dela que o “jeitinho brasileiro” iria estar presente naquela espécie de conclave futebolístico.

Eram trinta e duas federações e o presidente da Fifa, todos bem vestidos e com o peso enorme sobre as costas de representar seus países. Alguns deles eram velhos conhecidos e já tinham o traquejo, dominavam o modus operandi da coisa, por assim dizer. Estavam todos ali sim, mas por que motivo a reunião não começava?

O velhinho de cabeça exposta pela calvície que atendia pelo nome de Joseph Blatter, respondia neste momento esta questão:

Bom dia senhores, imagino que vocês devem ter abdicado de inúmeros compromissos para atender meu pedido de reunião com urgência. O que está em pauta é, como lhes foi avisado por telefone, o próximo mundial, que será disputado no Brasil e seu consequente campeão.

Maria Marim sorriu maquiavelicamente, ao ouvir o nome de sua confederação. Blatter continuou…

Ocorre que a decisão conjunta e uníssona que teremos de tomar aqui, pode reconfigurar o cenário mundial do futebol. Não começamos ainda por que ela merece que tenhamos um representante místico, com habilidades específicas, e este ainda não chegou por conta do trafego aéreo de Paris para cá.

De quem se trata, quis saber, Noël Le Graët, a identidade de seu compatriota.

Um dos descendentes direto de Michel de Nostredame (respondeu prontamente Blatter)

Putain louer Dieu. Um parente direto de Nostradamus?! Perguntarei a ele até onde iremos nesse mundial…

Temo em dizer meu senhor, mas as notícias não são nada boas para nossa equipe.

Disse um homem de barba branca, exalando sabedoria, e com uma tristeza comovente no olhar ao entrar a sala de reuniões.

a primeira coisa que tenho de lhe informar é que Riberry irá disputar o título de melhor do mundo, perderá para um português e não disputará a copa do mundo.

–  Merde!

Continua…

Como Reagir Ao “Povinho” Do PT!

Já que estamos próximo de mais um ano de eleições, é preciso indicar caminhos para os cidadãos de bem deste país, amantes da sabedoria e fieis aos princípios da família e normas rígidas que fazem de nós, cidadãos conscientes e defensores de nossa pátria…

Votar no PT é atestado de burrice e desprezo com a história política do Brasil, afinal um partido que se formou para representar a classe trabalhadora e na oportunidade que teve de governar o país, elege um nordestino e semi-analfabeto demonstra o quanto de irresponsabilidade há neste. Se você pensa dessa forma, está correto! Mas saiba que haverá sempre um petista “doente” nas redes sociais para defender essa tal legenda. Eles dirão:

– O governo do companheiro Lula foi o maior em termos de avanço social e sua aprovação foi, depois de oito anos no poder, de 82% frente à opinião dos cidadãos do país. E isto ajudou a eleger a primeira presidenta da nação!

 

Despreze, afinal grande parcela da população que considerou este o melhor governo da história foi e são, AINDA, os únicos beneficiários das esmolas que o governo federal dá a essa ralé. Sem contar é claro que quem defende tal argumento só pode ser algum militante que segue esse partido como se fosse sua religião. É possível que enveredem pela argumentação do “nunca na história desse país…” quanto a:

 

•          Diminuição da pobreza

•          Aumento do salário

•          Aumento de vagas no ensino privado

•          Cotas e ações afirmativas

•          Aumento de empregos com carteira assinada

•          Conferências municipais, estaduais e federais

•          Descentralização e expansão do Sistema Nacional de Cultura

 

Balela de quem está “mamando nas tetas” de algum governo petista independente da esfera em que este governa! Todos estes itens são nada mais do que a obrigação do estado brasileiro, que deve buscar garantir o bem-estar de todo cidadão e isto independe de cor, credo ou classe social… Mesmo que nenhum antes tenha feito com tal amplitude e coesão. Para embasar seus argumentos cite a Veja, Isto É, Folha de São Paulo e o Jornal Nacional.

Diga que o Pt é o único responsável pela divisão dicotômica entre pobres e ricos no Brasil, já que foi ele que decidiu privilegiar as classes b, c e d ao invés de manter tudo como estava antes, em seu devido lugar graças a Deus. Afinal você sabe que pobre nasceu para ser pobre e rico para ser rico e tentar mexer nisto é a representação maior de baderna que um partido pode fazer.

Se mesmo assim este povinho resolver contra-argumentar, jogue na cara deles o escândalo do mensalão e ponha em xeque a integridade política de Lula, afinal todo mundo sabe que ele foi o mentor do esquema! Duvido que algum deles consiga escapar dessa. Talvez ensaiem dizer que todos do PT foram julgados pelo supremo e que em nenhum momento a presidenta quis interferir no julgamento. Diga que isso não passou de uma manobra política para aparentar integridade.

É preciso entender que votar neste partido significa concordar com idéias absurdas de que o pobre tem de ter direito cursar universidade pública ou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é algo que representa uma conquista histórica deste segmento. Neste ponto do diálogo certamente o petista (este ser diabólico que usa seu saber superficial sobre a sociedade para manipular seus semelhantes) tentará lhe convencer através de gráficos estatísticos, que os homossexuais são agredidos por conta de sua orientação. Contra-argumente discorrendo sobre a família e a bíblia mesmo sabendo que estes hereges desconhecem estas duas instituições sagradas.

Termine a conversa desejando a esta pobre alma que ela encontre a luz do conhecimento e pare de classificar coisas que são corretas, como ações retrógradas de uma imprensa que, segundo eles, é corrupta e manipula os fatos com o intuito de que todos os cidadãos acreditem que existe uma coisa chamada “confronto político-ideológico”. Todo cidadão consciente em pleno século vinte e um, sabe que a divisão entre direita e esquerda, (se é que um dia existiu de fato), foi exterminada com o fim da guerra fria.

 

Aos meus caros amigos

PT

As atuais mobilizações sociais que se espalharam pelo país e por tabela encontraram eco em Camaçari, me levam a crer que a “luz do fim túnel” outrora sustentada por uma vela de chama cambaleante, se demonstra ao menos uma tímida lanterna verde de esperança. O melhor de tudo isto é que ela foi acesa sob a perspectiva de uma tomada de consciência e tentativa de transformação social.

Acompanhei, na distância que julguei necessária, os atos do grupo de jovens que hoje vem ganhando inegavelmente espaço no cenário político de nossa cidade. Sei da sua existência desde o desfile de 28 de setembro em que estes empunhavam cartazes com dizeres como “o povo unido não precisa de partido”. Deixando de lado obviamente o absurdo conceitual e político desta afirmação, sempre julguei corretíssima a postura de expressar suas inquietações e esta é, sobretudo, como todo cidadão camaçariense deve se portar… Lutar e se expressar, ao seu modo, quando estiver diante de uma injustiça feita por quem quer que seja.

Hoje aqueles meninos de cartolina nas mãos conseguiram fazer senão a maior mobilização já vista em nossa cidade, a ÚNICA em tamanha proporção dos últimos dez anos. Tal verdade os transformou em um Bloco auto intitulado como “apartidário”, mas que é suprapartidário. Algo perfeitamente desejoso e correto sob meu ponto de vista, afinal a nossa constituição nos permite isto. Toda esta movimentação os gabaritou a colocar um “impositivo político” ao governo petista que teve que ceder e mostrar-se disposto ao diálogo. Obviamente isto só ocorreu de forma tão rápida por que o Pt tem suas raízes fincadas em movimentos como este e desprezá-los seria um erro.

A moeda deve ser o diálogo

            Estive na plenária de diálogo entre governo e o bloco. O que vi foi um movimento ainda “verde” cometendo erros pequenos, com um tesão genuíno na tentativa de solucionar os problemas citadinos, mas com pouca maleabilidade e traquejo político para traçar estratégias mais eficiente para atingir tal objetivo. Do outro lado havia o governo tentando orientar esta massa de jovens, mas com uma impaciência incrível e falta de traquejo político para torná-los aliados na tentativa de transformá-los em agentes catalisadores que tornariam mais fácil o que afirma o jingle que diz: “É Ademar pra fazer muito mais”.

            O resultado que adviu deste processo é danoso, sobretudo para os munícipes camaçarienses. Neste choque político-filosófico o governo (e quem deve puxar este tensionamento interno é o PT) precisa dialogar de forma mais profícua com o movimento apresentando os reais entraves de uma complexa estrutura burocrática como é o estado e estabelecendo prazos reais de aplicação de mudanças apresentadas pelos manifestantes. O bloco por sua vez, precisa entender em que momento da democracia participativa está vivenciando. Precisa definir estratégias de apresentação de suas propostas e reconhecer que os três poderes constituídos são os representantes Maximo das leis em nossa cidade. Isto na pratica significa dizer que pra que não paire dúvidas de que há alguém que busca enganá-los é preciso buscar conhecer sempre mais sobre as questões que norteiam nossas instituições públicas.

            Obviamente não saber tudo sobre o que se quer não os impede de continuar exigindo o que não se tem, ao menos não na qualidade que se espera. Do mesmo modo o governo não pode deixar de lado o motivo do grito do bloco sob o risco de que a oposição de nossa cidade assim o faça. Se os dois principais “entes” envolvidos nesta querela conseguirem tomar consciência do real tamanho que têm Camaçari irá ter um avanço ainda mais significativo no seu modo de tratar seu povo.